Passageiros em trânsito somos todos nós...

Carta para O Próprio:

 

Estou a escrever-te e a ouvir o áudio-livro Passageiros em trânsito do angolano José Eduardo Agualusa.

É dos escritores que mais gosto desde que fiz 25 anos e a Riddhi me ofereceu o Vendedor de Passados. Desde então já li vários livros dele.

Hoje optei por esta nova forma de "ler"... ouvir requer mais atenção, é mais difícil voltar atrás no CD do que folhear uma página... mas requer menos esforço e, para ser sincera, sempre gostei que me contassem histórias ao ouvido...


Partilho contigo esta frase: «O passado é como o mar, nunca sossega. [...] O meu pai dizia-me: "a vida é uma corrida meu filho, quem olha para trás enquanto corre arrisca-se a tropeçar". Eu não olho para trás, avanço, por vezes, de olhos fechados e tropeço como os outros e, eventualmente, caio, mas não olho para trás.»

 

Para mim, o passado é isto: a capacidade de sentirmos saudades do que era bom e a incapacidade de esquecer o que era menos bom!

 

Por isso, hoje, deixo-te um abraço com (muitas) saudades do teu abraço porque... também tu és um passageiro em trânsito na minha vida!

 

Ass: Elle

 

 

Ecos by Ana