Manifestação em Londres contra cortes no apoio aos deficientes (podia ser em Portugal)

 

A manifestação aconteceu em Inglaterra mas poderia ter sido em Portugal, pois por cá a "crise" trouxe consigo um pacote de medidas que também incluiram (e prevê-se que incluirão ainda mais) cortes nos apoios dados às pessoas portadores de deficiência.

Em Inglaterra a implementação destas medidas justifica-se pela necessidade de serem mitigados alguns "abusos"... abusos, pergunto eu? Se se pensar bem, talvez não se tratem de abusos, mas sim da necessidade de aumentar o conforto e a qualidade de vida destes cidadãos que em virtude de serem mais vulneráveis que os demais, devem também ser mais apoiados. Parece(-me) lógico. 

 

Por cá já está agendada uma marcha pela igualdade (http://marchapelaigualdade.com/) no dia 11 de Junho... espero que venha a dar frutos, a começar pela sensibilização das pessoas para esta realidade e, claro, apoiada em medidas concretas para a promoção da igualdade no nosso país.

 

Ecos by Ana

 

 

 

 

Manifestação em Londres contra cortes no apoio aos deficientes

 

«Foi uma marcha para mostrar a face mais cruel das medidas de austeridade que o Governo britânico pôs em marcha para reduzir o défice. Milhares de pessoas com deficiência desfilaram junto ao Parlamento para protestar contra os cortes nos apoios sociais que, segundo um estudo recente, vão afectar metade dos beneficiários.

Muitos dos manifestantes vieram em cadeiras de rodas, outros chegaram acompanhados de cães-guia e outros empunhavam cartazes identificando a condição que lhes limita a vida: autismo, surdez, paralisia cerebral...

“O Governo está a fazer sofrer os mais vulneráveis e é isso que não me cabe na cabeça”, disse à BBC Amanda Burt, cega de nascença (...). O Governo de David Cameron quer reduzir em 20 por cento os montantes gastos com o subsídio de apoio à deficiência, no âmbito de uma reforma que visa não só a poupança como acabar com o que diz serem abusos. (...)

Mas as associações acusam a coligação de fazer das pessoas com deficiência bodes expiatórios. “O Governo insiste em classificar a maioria dos que recebem estes subsídios como preguiçosos que não querem trabalhar e que não merecem ajuda”, lamentou Jane Harris, dirigente de um grupo de apoio a pessoas com doença mental (...).»

 

In Público, 12/05/2011

 

Ecos by eremitaurbANA às 14:27 | comentar | favorito